Toque de Pérola



Do Começo ao Fim

"Do Começo ao Fim" é um filme dirigido por Aluizio Abranches com participação de Julia Lemmertz e Fábio Assunção. Em suma, o filme fala sobre o romance - é isso mesmo, romance, daqueles de filmes românticos em que dois pombinhos apaixonados se beijam - de dois irmãos - não, esse filme não é As Patricinhas de Beverly Hills - que desde pequenos sempre foram muito "íntimos" e quando crescem e começam a morar juntos - e sozinhos, porque viveram juntos desde sempre - têm uma noite de paixão e sexo, e a partir daí começam a namorar sem quaisquer problemas.

O longa parece querer mostrar um conto de fadas, iguais aqueles da Disney, exceto que no filme não aparecem bruxas malvadas ou madrastas ruins, além de que a princesa e o príncipe são ambos do mesmo sexo. A mim parece que o filme quer acabar com o tabu do homossexualismo, e por isso não cria conflitos nem problemas sobre isso para nenhum dos dois irmãos apaixonados no filme. Parece que o filme não aborda o lado ruim do homossexualismo simplesmente porque o filme não quer que esse lado exista. Geralmente quando não gostamos de uma pessoa - pelo menos eu sou assim - nós não gostamos de falar sobre ela. Da mesma forma parece ser o filme em relação às opiniões negativas sobre o amor entre dois seres humanos do mesmo sexo.

Entretanto, ignorar um problema não acaba com ele. Por mais que Abranches quisesse que o filme fosse um romance igual aos filmes de romance que costumamos assistir, e por causa disso tratou o relacionamento dos irmãos como o simples relacionamento de um homem e de uma mulher - pois os problemas que o homossexualismo causa em uma família não foram abordados -, isso não significa que a partir de agora aceitaremos em nossas vidas e famílias homossexuais. Isso não significa que a partir de hoje nós seremos condescendentes com o assunto, só porque estamos na era moderna e os filmes não parecem mais mostrar nada de errado nesse assunto.

Nós podemos ter certeza de muitas coisas, porém sabemos muito bem que ultimamente não é só a arte que tende a imitar a vida. A vida também tem a tendência de imitar a arte às vezes. Quantas vezes nós, mulheres, não queremos um corte de cabelo só porque vimos uma atriz em uma novela usando esse corte? E quantas vezes não queremos um tipo de saia ou vestido só porque o vimos em séries como Gossip Girl, por exemplo? Quantas vezes quisemos imitar a arte, ou melhor, quantas vezes nós quisemos imitar algo que está lá para imitar a gente? Ninguém precisa responder, pois eu e você sabemos a resposta.

A era moderna, com o advento da tecnologia e dos novos pensamentos, ao invés de transformar a arte através da vida, transforma a vida através da arte. O famoso e célebre "carpe diem" se estampa na camiseta de quase todos os jovens e até idosos de hoje. As qualidades de cada idade acabam sendo deixadas de lado por um padrão que a arte está impondo sobre toda a sociedade mundial. Um exemplo é o comercial das Havaianas, em que uma avó e a neta aparecem em um restaurante e a avó fala em sexo ao invés de casamento. A "avó" não estava exercitando suas qualidades da idade que tinha, como sensatez dos pensamentos e prudência no que falar. Ela estava exercitando a qualidade de carpe diem, de viva o agora, que é uma qualidade típica de jovens. Então, o que deveria pertencer a uma idade apenas, pertence a todas, só porque a arte quer que seja assim.

Eu amo filmes, e amo falar sobre eles mais do que qualquer assunto que pelo menos hoje venha aparecer em minha frente. A política é cruel e as notícias que vemos todos os dias nos jornais parecem a cada dia que passa nos criar um medo tão grande de sair para as ruas e até de ficar em casa que a nós parece que a morte é melhor que a vida. Para mim, morrer é bem mais fácil que viver - como a Bella do Crepúsculo disse -. Viver é bem mais difícil.

Eu desejo a todos que sejam felizes, e que a cada dia procurem criar seu próprio conto de fadas, mas não da forma como se mostra nesse filme. Que vocês realizem seus sonhos com um pincel feito por Deus, a tinta feita por Nossa Senhora, e o papel feito pelo anjo-da-guarda de vocês. Que vocês sejam envoltos pela presença de Deus em suas vidas e procurem sempre viver segundo as leis Dele. Eu repito o que ouvi um dia de um padre, que infelizmente não me lembro do nome: Deus odeia o homossexualismo, mas Ele ama o homossexual. Ele veio para nós, pecadores. Então, que tal irmos direto para Ele?

 

Ouvindo-os, Jesus replicou: "Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas os pecadores."

(São Marcos 2,17)

Um toque de Pérola em todos os pecadores como eu.



Escrito por Pérola às 06h26
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The Bucket List

  I'm watching The Bucket List, and somehow all my dreams disappeared to give place to all I have: family, friends, enemies and life. I suggest all of you to see this movie. It say that life doesn't have a right time to start or a right time to end. Our lives end or start the time we want.

  So, you can tell me: But what do you say about people who die when they actually wanted to live? Then, I can answer that they didn't die. They're just going to another step of their lives, or do you think that this is it? That the end of our material bodies is the end?

  I can't prove you that God exists. I can't prove you that there's life after death. I just can't prove most of things tha give sense to my life, but I can believe, can I? Just like me, you can believe it too, just like you believe you're in love sometimes, even without proof. Just like when you hate someone, but you can't proof it to yourself because you also love him or her.

  So, remember that is not because you can't proof something that this necessarily doesn't exists. And remember that is exactly the things that you and most of people can't prove that give a meaning to your life. And remember one more time that you can't or think everything you want. Sometimes, or better, always is the time you need and should listen people who love you. Come on! They love you! What harm a person that loves you can possibly do to you?

  I hope to hope always, so I'm gonna sleep thinking that at least for a second you thought the same as I did. That at least for a second I, miserable human being, made you live more, or just like I am living right now.

 

Do you need proof of God? Does one light a torch to see the sun?

(Japanese Proverb)

 

A touch of Pearl on your life.



Escrito por Pérola às 19h08
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English Course

  I'm on an english course now, and I'm doing lots of compositions and rewriting lots of texts that I need to hear lots of times to rewrite them right. Whit this course, I'm now able to do something that used to scares me a lot: write things in english. Of course that I'm not an expert on that, but I think that any person who knows a little bit of english could understand what I'm saying (or at least trying to say).

  A boy (or should I say man?) that I know from far told me that he didn't have studied on good schools when he was younger, and now he was needing to save his lost time. I just wanted to say to that boy-man that I never have studied on an english course before. Now I'm studying for the first time.

  However, I know he will never listen to me because he just have too many girls to listen and I'm definitely not on the top of his list. And, for more that I want to say that I like him, I just do because I have nothing else to do.

  I'm happy for come back to write here. I'm only complete when I can write, even that these words worth for nothing.

 

 

''You learn something every day if you pay attention''

(Ray LeBlond)

A Touch of Pearl in your english speech and write.



Escrito por Pérola às 20h37
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Samba de Partido Alto

  O samba de partido alto surgiu na década de 30, nos terreiros (atuais quadras) das primeiras escolas de samba do Rio de Janeiro, e tem como característica um refrão e uma parte onde é improvisada a letra por um ou mais cantores. Esse tipo de samba teve como primeiro partideiro (sambista que compõe partido-alto) Joaquim Casemiro, o Calça-Larga, que chegou no Salgueiro em 1932, logo se tornando uma das figuras mais representativas da comunidade. Zeca Pagodinho e Martinho da Vila já ajudaram - e ainda ajudam - a difundir esse estilo de samba.

  Hoje quero deixar a letra de uma música do Zeca que fala de doce. Eu não sei porque, mas desde pequena sempre amei doce, e desde sempre eu como o almoço pensando na sobremesa... Mas deixe estar. Depois de postar esse post eu vou direto pra geladeira comer uma colherona de cupuaça com castanha.

 

"  Cadê, cadê?

O doce de coco eu quero comer

Cadê, cadê?

O pudim, queijadinha, manjá e pavê

Me dá, me dá!

Arroz-doce, cuscuz e bolo de fubá

Quem já provou gostou do pudim

De iaiá e ioiô

Quem comeu arregalou-se

Doce de batata-doce

Sinhá fez a gelatinha com baunilha e anilina

E o pote de melado

Que é pra comer com queijo

E o casal de namorados

Pode adoçar os seus beijos  "

 

(Letra da música Partido Doce, do Zeca Pagodinho)

 

 

Um toque de Pérola na sua geladeira (que ela esteja repleta de doces como a minha)!



Escrito por Pérola às 16h05
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Samba-canção

  Eu realmente não sei porque deram o nome de "samba-canção" para aquela cueca masculina que parece uma bermuda, mas sei que esse nome é dado aos sambas também conhecidos como "fossa" ou "dor-de-cotovelo", por falarem do amor, que, na maioria das vezes, acaba nos fazendo chorar ao invés de nos fazer rir.

  Esse sub-gênero do samba é baseado no Romantismo (por isso também ser chamado de Samba Romântico), e é influenciado pelas baladas americanas e pelo bolero mexicano, caracterizando-se como um samba lento, melodioso e de cunho romântico. Ele nasceu lá pela década de 30, e acabou perdendo um pouco seu espaço na década de 90, quando o romantismo musical acabou saindo de moda, dando lugar para outros sub-gêneros do samba como o pagode.

  O primeiro grande sucesso do gênero foi Linda Flor (não sei porque, mas de alguma forma eu me identifico com esse nome), composta por Vogeler, Luís Peixoto, Marques Porto e Cândido Costa, sendo gravado por Vicente Celestino e Aracy Cortes. Noel Rosa, Cartola e Cauby Peixoto também contribuiram - e muito - para a disseminação do gênero, que hoje ainda existe em grande parte por causa do legado que esses grandes poetas deixaram para nós.

  Então, aqui deixo o primeiro samba-canção criado, Linda Flor, e como uma sugestão para nós, mulheres brasileiras, deixo um conselho. Tentemos não fazer nossos amores chorarem, porque, de alguma forma, bem sabemos que um dia choraremos por eles também. E, aí, não poderemos reclamar uma atitude agradável da parte deles, porque nós já teríamos feito o mesmo com os pobrezinhos.

 

"  Ai, ioiô
Eu nasci pra sofrer
Foi olhar pra você
Meus zoinho fechou
E quando os óio eu abri
Quis gritar, quis fugir
Mas você
Eu não sei porque
Você me chamou

Ai, ioiô
Tenha pena de mim
Meu senhor do Bonfim
Pode inté se zangar
E se ele um dia souber
Que você é que é
O ioiô de iaiá

Chorei toda noite, pensei
Nos beijo de amor que te dei
Ioiô, meu benzinho do meu coração
Me leva pra casa, me deixa mais não
Chorei toda noite, pensei
Nos beijo de amor que te dei
Ioiô, meu benzinho do meu coração
Me leva pra casa, me deixa mais não  "

(Linda Flor (Ai, Iôiô), de Henrique Vogeler, Luís Peixoto, Marques Porto e Cândido Costa, já gravado por vários grandes nomes da música brasileira)

 

Um toque de Pérola em nossas dores-de-cotovelo, que tanto nos machucam, mas mesmo assim nunca cansamos de tê-las.



Escrito por Pérola às 09h20
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Samba-enredo

  "Eu quero ver/ O amor florescer/ Ser diferente é normal/ Olha o Império taí/ Pra levantar seu astral/ Se liga no meu carnaval." Esse e outros sambas-enredo são de longa data, mas ainda batucam na minha mente. Eles não são como aquelas músicas ruins que ficam coçando na cabeça da gente, e temos que cantá-las para aliviar a coceira. Esses sambas são bons mesmo, e por serem tão bons que não saem da minha cabeça, porque é difícil esquecer um samba desses, assim como aquele olhar do garoto que você gosta, ou aquele sorriso que você deveria ter dado a ele, mas nunca deu.

  Contudo, não estou aqui para falar do Pedro. Vim aqui para falar da história de uma vertente do samba muito conhecida e amada por muitos cariocas e brasileiros em geral. Esse tipo de samba (assim como a maioria dos que conhecemos hoje) nasceu no Rio de Janeiro (ou Baía de Guanabara, para os da idade de minha mãe), na década de 30, feito especialmente para desfiles de escolas de samba.

  Até 1946, o samba tocado nos desfiles das escolas era composto por um refrão já produzido anteriormente, junto de improvisações ao longo do desfile. Porém, em 1946, a instituição que organizava os desfiles na época, proibiu a improvisação. Daí as escolas se adaptaram a isso, e começaram a fazer os tão conhecidos sambas-enredo. Esse sub-gênero do samba foi feito pelo "Prazer da Serrinha", e resistindo à mudança dos tempos, existe até hoje.

  Acredita-se, com algumas disparidades, que o primeiro samba-enredo foi criado pela escola de samba "Unidos da Tijuca", assim como o primeiro samba criado (que eu me esqueci de colocar no post anterior) foi "Pelo Telefone", com autoria reclamada por Donga e Mauro de Almeida.

  Muitos sambas-enredo mereciam destaque aqui, mas como eu tinha que escolher um, resolvi escolher um da minha escola, Estácio de Sá. Espero que gostem!

 

"  No mês de outubro
Em Belém do Pará
São dias de alegria e muita fé
Começa com intensa romaria matinal

O Círio de Nazaré
Que maravilha a procissão
E como é linda a Santa em sua berlinda
E o romeiro a implorar
Pedindo a Dona em oração
Para lhe ajudar

(Oh! Virgem)
Oh! Virgem Santa
Olhai por nós
Olhai por nós
Oh! Virgem Santa
Pois precisamos de paz

Em torno da Matriz
As barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar
Três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores
Berro-Boi, Roda Gigante
As crianças se divertem
Em seu mundo fascinante
E o vendeiro de iguarias a pronunciar
Comidas típicas do Estado do Pará

Tem pato no tucupi
Muçuã e tacacá
Maniçoba e tucumã
Açaí e aluá

(No mês)  "

 

(Festa do Círio de Nazaré, samba-enredo da Estácio de Sá do ano de 1975)

 

Um toque de Pérola nos sambas-enredo. 



Escrito por Pérola às 08h15
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Samba na Gamboa

  A história do samba já é conhecida por muita gente, mas eu gostaria de contar mesmo assim. Para quem não sabe, o samba tem suas origens firmadas na cultura africana, e o termo que deu origem ao nome é bastante discutido. Alguns acham que é de origem árabe, outros que tem origem nas línguas africanas (se bem que muitos africanos conheciam a língua árabe por serem muçulmanos, e talvez através desse conhecimento tenham criado outras línguas a partir da árabe).

  O samba não foi sempre uma simples dança cujo único objetivo era alegrar as pessoas à sua volta. Na época da escravidão negra, os escravos tinham o samba como um ritual religioso, onde cultuavam divindades através da dança. Tanto isso é verdade, que os historiadores, no meio de um monte de significados e origens para o termo "samba", encontraram significados que variavam de "divindade angolana protetora de caçadores" a "culto à divindade através da dança".

  Ao contrário do que muita gente pensa, o samba não nasceu no Rio de Janeiro não. Na verdade, ele nasceu na Bahia, e tempos depois que os escravos baianos migraram para a capital do Império (Cidade Maravilhosa), e a então capital do Império, ao conhecer o samba, acabou o incorporando a outros ritmos que já conhecia em seu território (polca, maxixe, lundu, xote, etc), e acabou tornando o samba tal como ele é hoje: lindo, maravilhoso, igualzinho à cidade que o fez crescer e se tornar um dos maiores ícones da identidade brasileira.

  Hoje, dentro do samba você pode encontrar várias vertentes. Samba-enredo, samba de partido alto, samba de gafieira, samba-canção (não é a cueca não, viu gente?), pagode, samba de breque, samba-choro, samba-exaltação, samba de quadra, samba makossa, sambalada e sambalanço são algumas dessas vertentes, que, assim como o Brasil, é cheio de peculiaridades e diversidades variando de região para região.

  Um dia eu ouvi uma frase, que não me recordo do autor, mas que dizia que "aquele que não conhece seu passado viverá eternamente como uma criança". Por isso, acho que daqui por diante vou tentar me aprofundar no passado do meu país e de suas características culturais, e espero que os leitores desse blog gostem dessa mudança, porque, assim como uma historinha que eu ouvi um dia desses no programa do Roberto Canásio, da Rádio Globo, que passa de tarde (uma hora, mais ou menos), a vida é um eco do que fazemos e pensamos. Se pensarmos coisas ruins, teremos coisas ruins. Se, porém, pensarmos coisas boas, teremos então coisas boas.

  Não, eu não sou praticante da Nova Era (New Age, para algumas pessoas) e não concordo com o livro "O Segredo", mas acredito na força de energias positivas e negativas que atraímos para nós mesmos ao pensar ou fazer determinadas coisas. Além disso, até mesmo na Bíblia pode ser encontrada passagens onde Deus aconselha que não se pense coisas negativas, como por exemplo, Eclo 30, 22, onde diz: "Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos". Então, se Deus mandou, acho melhor obedecer, certo?

  Mas, voltando ao assunto do samba, eu acho que vou explorá-lo durante essa semana, mês, ou quanto tempo for necessário para eu e vocês conhecê-lo melhor, de forma legal e descontraída. Vou falar sobre os tipos de sambas, e darei no decorrer do processo alguns programas, revistas e sites legais para quem quiser se aprofundar mais no assunto.

  Em quesito de site, sempre recomendo o Wikipédia, porque além de eu pegar grande parte das coisas que tem nesse blog de lá, lá tem tudo o que você imagina, e até mesmo não imagina. Porém, em relação à televisão, hoje eu queria indicar um programa muito interessante, que passa na TV Brasil (antiga TVE), às 20:00h, toda terça-feira. Esse programa se chama "Samba na Gamboa", e eu conheci pelos meus pais. Eles, que são fanáticos por samba, assistem, sem falta, todas as terças-feiras ao programa, e comentam sobre o mesmo até chegar a próxima terça, para que possam fazer a mesma coisa com o programa que acabaram de assistir. Essa semana quem foi pra lá foi a Roberta Sá e uma outra pessoa que não me recordo no momento, mas deixa já os meus pais acordarem que eu falo pra vocês...

  Contudo, tirando um pouco a atenção dos convidados, eu queria falar do apresentador. Ele é o Diogo Nogueira, filho do João Nogueira, e além de ser lindo (mas antes que abram um sorriso daqueles, saibam que a aliança de casado que ele carrega no dedo é tão linda quanto ele), é um ótimo cantor. Todo programa ele canta uma música do pai, e posso dizer com toda a certeza que quem assiste pela primeira vez fica com vontade de assistir de novo.

  Ao procurar uma música de João Nogueira, encotrei uma chamada "Espelho" e outra chamada "Além do Espelho". Pelo que entendi, João fala, em ambas as músicas, da relação que teve com o seu pai e da relação que hoje tem com seu filho. Essa sua relação com o seu filho, ele tem como um espelho da relação sua com o seu pai. E, no final da música, ele diz que o maior medo dele é que o espelho quebre, ou seja, que esse amor tradicional se acabe conforme o tempo, e a herança que seu pai deixou para ele (suas músicas, seu amor), não seja para sempre.

  Eu só queria dizer para o João Nogueira, esteja ele onde estiver, que se depender do Diogo, esse espelho não vai se quebrar, porque dá pra ver o amor que ele tem por você toda vez que ele canta suas músicas, e o Diogo, ao ser um sambista, está passando suas músicas para os brasileiros que te conheciam e não te conheciam, e consequentemente sua alma, contribuindo assim para um mundo melhor (assim como no comercial do Marcos Palmeiras das Havaianas).

  Por isso, deixo aqui a letra da música de João Nogueira, para quem quiser refletir também sobre sua relação com o seu pai, e ver se o seu espelho ainda está intacto, ou já quebrou há muito tempo. E, se já quebrou, se ainda não é tarde demais para consertar.

 

''  Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Ê vida boa, quanto tempo faz
Que felicidade
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai

Um dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
Me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás

Ê vida à toa, vai no tempo, vai
Eu sem ter maldade
Na inocência de crianca de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai

Assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambam da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já

Ê vida voa, vai no tempo, vai
Ah, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai

Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso

E o meu medo maior é o espelho se quebrar  ''

 

(Letra da música Espelho, de João Nogueira)

 

 

Um toque de Pérola nos nossos espelhos.



Escrito por Pérola às 09h28
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O Brasil é africano ou indígena?

  Todos nós sabemos que os verdadeiros brasileiros não são os brancos, e tampouco os negros, mas sim os indígenas. Eles já moravam no Brasil muito antes dos brancos e negros pisarem nessa terra, o que os faz por excelência os únicos brasileiros de puro sangue. Porém, se formos observar os elementos mais importantes da cultura brasileira, veremos que a maioria deles não é fruto da cultura indígena, nem da portuguesa, holandesa, francesa, ou qualquer povo branco que colonizou (pois a Holanda que fundou a Recife antiga, considerada a Veneza brasileira; e a França criou a França Antártida no Rio de Janeiro) o Brasil. Na verdade, grande parte desses elementos culturais brasileiros vieram da cultura africana.

  Samba, feijoada, capoeira, umbanda... Alguns desses elementos tão importantes para a cultura brasileira têm sim uma pitada de influência indígena e portuguesa, mas em sua maioria, são de caráter africano mesmo. Além da política - que não vou mais falar sobre -, outra coisa que me instiga é essa característica da cultura brasileira em relação à cultura de outros países que também tiveram negros em suas histórias. Inglaterra, Estados Unidos e grande parte da Europa possuíram, durante bastante tempo, a mão-de-obra escrava. Porém, entretanto, todavia e contudo, a cultura africana não se misturou com a cultura inglesa ou norte-americana, ou europeia em geral. No Brasil, entretanto, essa mistura ocorreu, e ela foi tão grande, mas tão grande, que hoje os elementos chave da cultura do Brasil são de origem africanas.

  Não consigo entender a diferença do Brasil para os outros países... Porém, eu vou fazer como Stephen Kanitz, e vou colocar o Brasil no meio do meu mapa-múndi, e tendo ele como ponto de chegada e de partida, vou tentar descobrir esses aspectos que tanto influenciaram, influenciam e de alguma forma sempre influenciarão na cultura do meu país. No colégio sempre aprendi que o Brasil é ruim, que a política é ruim (o que não é mentira), que as taxas de impostos são péssimas... Nossa! Eu posso encontrar tanto sinônimo de ruim que já ouvi gente brasileira associando ao seu próprio país, que daqui por diante não seria difícil para ninguém que lesse este texto escrever um poema de dez páginas criticando um inimigo.

  Talvez seja até por enfatizarem tanto os problemas do Brasil que ele não cresce de jeito nenhum: nasceu e provavelmente irá morrer como um país emergente. Eu não acredito que nas escolas da Inglaterra e dos EUA os professores falem mal de sua nação da forma que os professores brasileiros falam mal da sua. Depois ainda tem gente que reclama que a imagem do Brasil está podre lá fora... Mas se aqui dentro já tá assim, alvará lá fora não estaria. Acho que é hora da gente mudar, e tentar ver o melhor da nossa nação, ou ao menos mudar o que não gosta nela, ao invés de viver reclamando enquanto a única coisa que sabemos fazer é palavras-cruzadas.

  Além do mais, o Brasil pode sim ter muitas características de diversos povos, e ser considerado por muita gente uma zona de culturas e nações misturadas. Todavia, ele não é europeu, indígena e tampouco africano. Hoje, ele é brasileiro.

 

 

 

  ''[...] Colocar o Brasil no centro do mapa tampouco é um ato de ufanismo da minha parte ou uma crença de que o Brasil está no centro do universo. Qualquer indivíduo que olhe 360 graus em sua volta faltalmente construirá um mapa com sua cidade, ou ponto de observação, no centro, algo que nunca fizemos.

  ''[...] Vamos começar uma vida nova, de início virando esses nossos mapas para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais, nossos pontos de apoio, nossas formas de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação. Vamos finalmente descobrir o Brasil, mas desta vez com nossos próprios olhos.''

 

(Stephen Kanitz. Ponto de observação: o mapa do Brasil. Disponível em <www.kanitz.com.br/veja/pontoobservacao.htm>. Acesso em: 24 set. 2004.)

 

 

 

Um toque de Pérola no Brasil.



Escrito por Pérola às 07h32
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Antes Tarde... do Que Tarde Demais

  Eu sei que prometi mostrar aqui a história de todos os ministros e secretários do governo Lula, mas acho que o que era pra ser uma simples informação, acabou se tornando uma falta de respeito com as pessoas que não aprovo, uma falta de educação e consequentemente uma humilhação para os meus pais, pessoas que me criaram, pois me deram tudo o que era necessário para eu ser uma pessoa culta e educada.

  Não sei se já tive a oportunidade de falar sobre os meus pais aqui, mas eles são a melhor coisa que Deus me deu. Eles me fazem felizes, me fazem sentir segura e ainda me deram dois irmãos lindos e maravilhosos que, apesar de muitas vezes serem bastante difíceis, sempre me ajudam quando preciso. E, é pensando neles que eu paro por aqui com minhas críticas sobre o Lula e seu governo. Além do mais, se ele está no governo, nem adianta eu reclamar e reclamar, porque quem colocou ele lá vai colocá-lo novamente em 2010.

  Não posso afirmar, de forma alguma, que o governo Lula é totalmente ruim. Ele ajudou, de diversas formas, o povo brasileiro, mas não é por causa de meia dúzia de coisas ruins que eu vou ignorar uma centena de fatos ocorridos, ou vou? De qualquer forma, uma coisa é expressar a minha opinião de forma saudável, e outra é ofender explicitamente pessoas que escolhemos para nos representarem publicamente.

  Um dia, o meu professor de História, na ocasião de uma votação sobre algo que não me recordo, repreendeu algumas pessoas que estavam insatisfeitas com o resultado da votação. Lembro-me que ele disse que democracia não é querer impor sua vontade a outras pessoas, mas respeitar a vontade da maioria. Eu, ao mostrar a vida dos políticos - que não é novidade para ninguém que boa coisa não é -, fiz tudo, menos respeitar a vontade da maioria dos brasileiros, que de forma direta ou indireta colocaram eles lá.

  Então, como jornalista que pretendo ser e uma profissional competente e culta, paro por aqui com as minhas ofensas aos homens e mulheres públicas de nosso país. Peço desculpas, publicamente, a todas as pessoas que de alguma forma ofendi, implícita ou explicitamente, e digo que, agindo dessa forma, não dou mais do que o direito a vocês de fazerem a mesma coisa comigo no futuro. E também, como disse Príamo no filme Tróia, até entre inimigos se deve existir respeito.

  Eu poderia, assim como os jovens Minc, Rousseff, Amorim e tantos outros na ditadura, criticar, jogar bombas nos sete cantos do Brasil, roubar cofres e fazer movimentos de esquerda, assim como também vários males aos que estão hoje no poder. Porém, eu não quero me tornar um deles. Eu não quero, e por isso não me tornarei. Acredito, piamente, que há uma forma correta e formal de duas pessoas que não se gostam conversarem sobre suas desavenças, e, por causa disso, a última coisa que quero me tornar é uma revolucionária. Antes de tudo, quero me tornar uma pessoa educada, que respeita os outros, e que age através do diálogo e não da revolução.

 Não preciso usar a revolução. Não gosto do MST, não gosto de Martinho Lutero, e antes de qualquer coisa eu prefiro a ordem. Porém, a ordem sempre aliada ao progresso. Getúlio Vargas, apesar de sua ditadura, trouxe bastante progresso ao país, mas só errou na parte em que achou que tirar a liberdade das pessoas ajudaria a fazê-las felizes.

  Assim sendo, meus amores, deixo aqui minhas desculpas, minha educação e a cultura que meus progenitores passaram a mim, e me recuso a qualquer tipo de desreipeito exacerbado a qualquer inimigo meu, seja ele o garoto que eu gosto mas tento não gostar, seja ele o presidente da minha nação. Se eu quero mudar o meu país, devo mudá-lo através do amor, e não do ódio. Por isso, termino aqui minhas anotações sobre política. Ainda falarei sobre isso, mas sem ofender a ninguém. Eu vou mudar o meu país, mas através da paz, da justiça e do respeito às pessoas acima de tudo.

  Sempre é tempo para mudar, minha gente. E eu mudei, nem que seja um pouquinho, mas mudei. Mudei tarde (ao meu ver), mas antes tarde, do que tarde demais, porque uma hora ou outra a gente tem que mudar. Seja daqui a cinco minutos, seja na hora da nossa morte.

 

 

 

"Cuidado para com a fogueira que acendes contra teu inimigo; ela poderá chamuscar a ti mesmo."


( William Shakespeare )

 

 

 

Um toque de Pérola na mudança do Brasil sem protestos.



Escrito por Pérola às 17h21
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Ministro da Educação

  Hoje, segunda-feira, dia 28 de abril de 2009, Dia da Educação, eu não poderia deixar de falar sobre o ministério que se encarrega dela aqui no Brasil. Como todos já devem ter uma ideia, o Ministério da Educação (MEC) se encarrega pela educação (dã!), mas não em todas as áreas. Com a chegada de secretarias como o INEP e o FNDE, ela passou a ter como função se encarregar da política nacional de educação; educação infantil; educação em geral, compreendendo os ensinos fundamental, médio, superior, de jovens e adultos, profissional, à distância e especial, com exceção da educação militar; avaliação, informação e pesquisa educacional; pesquisa e extensão universitária; magistério; e assistência financeira a famílias carentes para a escolarização de seus filhos ou dependentes. Detalhe: a sigla MEC significa Ministério da Educação e Cultura, pois foi criada em 1953, quando ainda não havia o MinC (Ministério da Cultura). Entretanto, assim como os políticos têm preguiça de mudar tantas coisas, eles da mesma forma também tiveram preguiça em relação à essa sigla, e hoje, apesar de não ser mais o ministério da cultura, continua com o cezinho de cultura na sigla.

  Todavia, o MEC não para por aí não. Assim como qualquer outro ministério - pelo menos aqui no Brasil -, ele tem um dirigente. E esse dirigente é Fernando Haddad.

  Fernando nasceu no dia 25 de janeiro de 1963 na cidade de São Paulo, e é produto do acasalamento de Khalil Haddad e Norma Thereza Goussain Haddad. Advogado e professor, Haddad obteve, na USP, graduação e bacharel em Direito, se especializando em Direito Civil; mestrado em Economia; e doutorado em Filosofia. É ministro da Educação desde 2005.

  Em relação à ditadura, não encontrei nada de errado que Haddad fez. Porém, ele deixou sua cota de ''preguiça'', e errou feio quando, em outubro de 2007, defendeu o uso de um livro didático para a oitava série da rede pública de ensino que trazia uma propaganda político-eleitoral a favor do partido dos trabalhadores (PT). A publicação associava o programa Fome Zero ao socialismo na Rússia, e, para Fernando, seria um ato de censura tirar o livro da lista das publicações usadas em escolas públicas. Eu acho um ato de censura o simples fato de ter uma propaganda do PT, mas, se formos observar o lado positivo da coisa, veremos que até é uma boa forma de acostumar um ser humano, desde pequenininho, a entender a política: que pelo menos aqui no Brasil, ela deveria servir para o povo, mas a única pessoa que serve é a si mesma. Haddad, com essa atitude, provou o motivo de estar aonde está. Acho que nem preciso citar, pois já está implícito na atitude do ministro.

  Entretanto, porém, contudo e todavia, em honra a esse dia, que é dedicado à educação, eu vou ser um pouco mais educada em relação às pessoas que não aprovo, e deixo apenas um comentário: para aqueles que já participaram da ditadura, e sabem na pele o que é ser privado de seu livre arbítrio, maior e mais importante dom que Deus deu para nós, olhem para trás e vejam se aprenderam algo com o que passaram. Eu, graças a Deus, nunca participei da Ditadura Militar, mas uma coisa que sei convictamente é que liberdade não é abrir um livro e ler somente o que a elite quer que você leia. Liberdade é abrir um livro, e ler tudo o que é necessário para que se possa formar uma opinião própria, livre e espontânea, de indivíduo e ser cultural que somos.

  Então, da próxima vez que o Haddad quiser fazer propaganda de seu partido a crianças que muitas vezes nem sabem o nome do presidente da república, aconselho que faça propaganda dos outros partidos também, para que a criança opte pelo PT (se optar) por livre e espontânea vontade, e não porque é a única coisa que conhece e já ouviu falar em toda a sua vida.

 

 

"São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo."

 

(Jorge Luis Borges)

 

 

Um toque de Pérola em Fernando Haddad.



Escrito por Pérola às 15h50
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Ministro do Meio Ambiente

  Quem, num país onde se encontra a Amazônia, maior bioma terrestre do planeta, nunca ouviu falar do ministro do Meio Ambiente? Você pode até nunca ter ouvido falar em Carlos Minc, mas no Ministério do Meio Ambiente, tenho certeza que alguma vez já ouviu falar.

  O Ministério do Meio Ambiente, obviamente pelo nome, tem como função cuidar do meio ambiente (fauna, flora...), supervisionando-o – vendo sempre o que está ocorrendo com ele – e criando políticas, programas e estratégias para preservá-lo e protegê-lo da ação maléfica que o homem muitas vezes pratica contra o ele. Antigamente, esse ministério tinha o nome de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente, mas como os políticos perceberam que já tinha muito político preocupado com o desenvolvimento urbano do Brasil, e mesmo assim as cidades continuavam do jeito que sempre estiveram, eles resolveram tirar o "desenvolvimento urbano" do nome, e deixaram só "meio ambiente" mesmo. Detalhe: A parte que fala do motivo de terem trocado o nome do ministério eu não encontrei em nenhum site da internet não. Fui eu que, através de diversas reflexões sobre a política, conclui sobre a mudança do nome.

  Mas, fugindo um pouco do assunto sobre o meio ambiente, eu gostaria de falar sobre o homem que preside esse ministério. Seu nome é Carlos Minc Baumfeld, e ele nasceu em 12 de Julho de 1951, na cidade do Rio de Janeiro. Descendente de família judaica, seus pais se chamam Luiz Baumfeld e Fanny Minc Baumfeld. Hoje, ele é casado com Guida Oliveira, e é pai de José Luís e de Daniel, ambos nascidos em partos de cócoras.

  Aos dezoito anos, foi vice-presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, enquanto cursava o Colégio de Aplicação da UFRJ. Mais tarde, conseguiu seu mestrado em Planejamento Urbano e Regional, pela Universidade Técnica de Lisboa; e, posteriormente, obteve seu doutorado em Economia do Desenvolvimento na Universidade de Paris, no ano de 1984.

  Minc, que fundou o PV, juntamente com Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, já foi deputado estadual e secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Com a demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, Carlos foi convidado a tomar posse do cargo, que aceitou de bom grado, sendo empossado em 27 de maio de 2008, no Palácio do Planalto.

  Entretanto, como todo mundo erra, Carlos Minc tampouco deixou de errar. Ele, assim como Dilma Roussef, participou da ditadura militar através de grupos radicais de esquerda. Na década de setenta ele foi um dos quarenta militantes comunistas banidos para a Argélia, em troca do Embaixador da Alemanha; aos dezoito anos foi preso e exilado, podendo voltar ao Brasil em 1979, com a Anistia; em março de 69, Minc, Fausto Freire e outros bandidos assaltaram o Banco Andrade Arnaud, obtendo a quantia de quarenta e cinco milhões de cruzeiros, além de terem matado o Comerciante Manoel da Silva Dutra; sete meses depois, em outubro de 69, Carlos Minc Baumfeld foi preso no local onde residia sua amante, Sônia Eliane Lafoz e Eremias Delizoikov, que morreu resistindo a tiros à voz de prisão, o que fez com que, alguns dias depois, a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária, aquele grupo que a Dilma também participou (veja no post "Ministra da Casa Civil")) distribuiu um panfleto clamando por vingança aos seus mortos, particularmente por Eremias, onde nesse panfleto dizia (se referindo aos militares do Exército): "... podem esperar, nós vamos enchê-los de chumbo quente"; e, no meio tempo em que esses dois últimos fatos ocorreram, especificamente em julho de 69, Carlos Minc participou da "Grande Ação", narrada abaixo. Detalhe: Essa narração foi feita com as palavras de um internauta que colocou isso em seu site, e por razões óbvias de privacidade, não colocarei seu nome aqui.

 

 

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A Grande Ação

 

  Na realidade, o jovem Carlos Minc Baumfeld , não foi preso pela ditadura por ser líder estudantil, mas sim, por atuar ativamente na luta armada.
  Camarada de armas da ministra Dilma Roussef, atuou no Comando de Libertação Nacional - COLINA-, onde participou, juntamente com outros militantes, do assalto ao Banco Andrade Arnaud, na rua Visconde da Gávea, 92, no Rio de Janeiro, de onde foram roubados cerca de R$ 45 milhões de cruzeiros. Na ocasião foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.
  Posteriormente, com a fusão do COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR-, o novo grupo passou a chamar-se Vanguarda Armada-Palmares - VAR-Palmares.
  A VAR-Palmares foi uma das responsáveis, entre outros crimes, pelos assassinatos do marinheiro inglês David A. Cuthberg e do delegado de Polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior. Dentre as principais ações da VAR-Palmares destacamos, além dos brutais e traiçoeiros assassinatos citados, "A grande ação".
  Com a finalidade de solidificar a fusão da VPR com o Colina e obter recursos para o novo grupo que surgia, a VAR-Palmares, foi planejado o roubo de um cofre da residência de Ana Capriglione Benchimol, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
 Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, entre eles Carlos Minc Baumfeld, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarães de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Capriglione, com o pretexto de busca de "documentos subversivos". Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao 2º andar e levou, com a ajuda de cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 kg, que foi colocado numa Rural Willys. Em menos de trinta minutos consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil.
 Levado para um aparelho localizado próximo da Taquara, Jacarepaguá, o cofre foi aberto, e os assaltantes puderam ver , maravilhados, milhares de cédulas verdes de dólares. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da "grande ação ".
  O destino desses dólares é discutido até hoje. Fala-se em compra de armas, distribuição entre as regionais da VAR-Palmares, pequenas cotas aos militantes e até na remessa de um milhão de dólares para a Argélia. Fala-se, também, em contas na Suíça, mas, ao certo, jamais houve uma contabilidade dessa fortuna.
  Os dois estão bem à vontade, trabalhando no mesmo governo. Afinal, Dilma Roussef, a companheira Estela, foi o cérebro do PAC -  Plano de Ação do Cofre, e Carlos Minc, o companheiro Jair, Orlando ou José, um dos executantes.

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  Acho que, depois da narração desse grande feito de Minc, não preciso dizer mais nada. Ou por acaso preciso? De qualquer forma, ri de mim mesma quando li o trecho do panfleto que o VPR fez para vingar seus mortos. Me recordei logo do filme "Tróia", com o Brad Pitt, Eric Bana, Orlando Bloom, e outros atores que, para mim, são suficientes para fazer de um filme qualquer, um filme inesquecível.

  Não sei se alguém se lembra, mas tem uma parte do filme em que Príamo (Peter O'Toole), rei de Tróia, entra clandestinamente na cabana de Aquiles (Brad Pitt), para implorar o corpo de seu filho Heitor (Eric Bana), que foi morto por Aquiles, que queria vingar a morte de seu primo Pátroclo (Garrett Hedlund), que havia sido assassinado por Heitor. Sei que, logo depois que Aquiles diz, como que para justificar o fato de ter matado Heitor: "Ele matou o meu primo.", Príamo responde: "...Quantos primos você já matou? Quantos filhos, pais, irmãos e maridos? Quantos, valente Aquiles?". Depois de algumas outras palavras trocadas, Aquiles diz: "Se eu deixar que você saia daqui, se eu deixar que o leve, não vai mudar nada. Pela manhã, continuará sendo meu inimigo.", Príamo diz algo que nunca me esquecerei, e gostaria que todos esses revolucionários da Ditadura, e a própria Ditadura em si, tivessem se lembrado antes de ter matado tanta gente: "É meu inimigo mesmo esta noite. Mas até entre inimigos pode haver respeito".

  Depois dessa última fala de Príamo, Aquiles o elogia, dizendo admirar sua coragem, e acaba dando no final o corpo de Heitor para Príamo, para que esse pudesse sepultar seu filho de acordo com os costumes gregos. Essa cena, de todo o filme, para mim é a melhor. E, é me baseando nela que gostaria de ter perguntado aos integrantes da VPR, quando ainda existia esse grupo, quantos brasileiros eles já não haviam matado, e de quantos ainda pretendiam tirar a vida. Talvez, se a Dilma, o Minc, e tantos outros tão inteligentes, mas ao mesmo tempo com tanta falta de sabedoria, tivessem, na ditadura militar, a grandeza de espírito de Príamo na hora em que roubaram cofres, assassinaram tanta gente e hoje continuam atormentando nossas vidas com a política que adotam, não haveria tanta gente assassinada, nem tanta gente passando fome hoje, e, talvez, quem sabe os próprios militares da ditadura não fossem mais passivos em relação aos que não os aprovavam, e, quem sabe, não tivessem deixado muitos "valentes Aquiles" da ditadura vivos.

  E, só para complementar, você deve estar se perguntando porque eu ri de mim mesma, e não de quem havia escrito o que estava no panfleto. Eu ri de mim mesma, meus amores, porque por mais errado que estejam os que escreveram aquilo (pois também eles tiraram a vida de muitas pessoas que nada tinham a ver com a ditadura, ao assaltar cofres e bancos), hoje eles são representantes do povo, e quem os elegeu foi ninguém mais, ninguém menos, do que eu, você, e todos os brasileiros que tanto gostam de criticar o Lula e seu governo, mas mesmo assim abanam o rabo quando ele passa.

 

 

 

 

É preciso ser inteligente para criar uma bomba atômica. Contudo, é preciso ser sábio para desarmá-la.

 

(Eu me esqueci do nome do autor.)

 

 

 

Um toque de Pérola em Carlos Minc.

 



Escrito por Pérola às 12h00
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Ministro das Relações Exteriores

  De toda a equipe de ministros e secretários do governo Lula, o que mais me agrada é o Ministro das Relações Exteriores, Celso Luís Nunes Amorim. Ele é, para mim, uma pessoa culta e educada, que contrasta com o resto da equipe de Lula, por ser tão diferente do resto deles. Todavia, não conheço a fundo todos, então prefiro deixar essa afirmação como uma opinião, e não como um fato em si.

  Amorim nasceu em Santos, no dia três de Junho de 1942. Filho de Vicente Matheus Amorim e Beatriz Nunes Amorim, hoje ele é casado com Ana Maria Amorim, e tem quatro filhos: Vicente, Anita, João e Pedro. Hoje, seu primogênito Vicente Amorim, é um cineasta, que largou a faculdade de Economia para seguir a carreira de seus sonhos.

  Contudo, não foi só na educação de seus filhos que teve êxito. Antes de ser embaixador (outro nome que se dá para um Ministro que cuida de Relações Exteriores), foi diretor da Embrafilme, em 1979, no governo de João Baptista Figueiredo. Infelizmente, foi demitido em abril de 1982, por ter financiado um filme que contava as torturas que o regime militar praticava.

  Após ter se formado pelo Instituto do Rio Branco, obteve, em 1965, título de pós-graduação em Relações Internacionais, pela Academia Diplomática de Viena, que fica na Áustria. Já em 1971, ele completou seu doutorado em Ciências Políticas/Relações Internacionais, pela London School of Economics and Political Science, que se encontra na Inglaterra.

  Além de cineasta, Celso também foi professor de português, de ciências políticas e relações internacionais e é membro permanente do Departamento de Assuntos Internacionais do Instituto de Assuntos Avançados da USP.

  No governo, já foi secretário para Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia, diretor-geral para Assuntos Culturais no Ministério das Relações Exteriores, diretor-geral para Assuntos Econômicos, entre outros cargos de grande importância para o Brasil e para o mundo (pois também já exerceu diversos cargos de importância nos EUA e no mundo).

  Entretanto, a exemplo de seu chefe, o nosso querido presidente da república, já cometeu algumas gafes, e já chegou a acusar os países ricos (em julho de 2008), de estarem usando técnicas de desinformação dos nazistas nas negociações comerciais internacionais. Os EUA ficaram bastante chateados, visto que já guerrearam contra os nazistas, além de que a representante de Comércio dos EUA na época, Susan Schwab, é filha de sobreviventes do Holocausto.Porém, é totalmente admissível tal deslize de Celso Amorim. Além do mais, ele é amigo do Lula.

  Mas, só para quem não sabe o que faz um Ministro das Relações Exteriores, também denominado de Embaixador, saiba então que esse ministro tem como função assessorar o presidente da república na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais, como o próprio nome do cargo já diz. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (que hoje é regido por Amorim), também é comumente conhecido como Itamaraty.

 

 

''Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive para a política ou se vive da política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática.''

(Max Weber)

 

 

Um toque de Pérola em Celso Amorim.



Escrito por Pérola às 07h20
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Ministra da Casa Civil

  Uma coisa que sempre tive curiosidade de saber (na verdade, desde quando almejo ser jornalista), é quantos e quais secretários e ministros existem no Brasil. Por isso, fui em busca de respostas, mas acabei encontrando um emaranhado de ministros e secretários antigos e novos, que nem sabia que já tinham saído ou entrado no ministério ou secretariado. Isso, é claro, mostra como a política, mesmo sempre corrupta, procura – a princípio – estar sempre se renovando em frente à um mundo globalizado, cheio de novidades sendo criadas a cada minuto, por pessoas e instrumentos de países diferentes.

  Porém, encontrei uma lista grande, que apesar de interessante, me impede de publica-la nesse blog, porque aqui lido com fatos, e não com suposições, enquanto que a lista não me dá nenhuma garantia de que todos aqueles ministros ainda estejam em seus cargos. Por isso, vou citar alguns que conheço, e que sei que ainda estão em seus cargos. Entretanto, será um a cada post, porque desejo me aprofundar na história e no cargo de cada ministro e secretário.

  Quem nunca ouviu falar na tão querida e amada Dilma Roussef? Vocês podem até estranhar pelo ‘‘tão querida e amada’’, mas ela é muito querida e amada sim. Pelo menos, pelo Presidente da República. Especialmente porque seu cargo exige muita confiança proveniente do Lula, e sabe por que? Porque ela é Ministra da Casa Civil!

  Para quem não sabe o que faz um Ministro da Casa Civil, ele assessora diretamente o Presidente da República, coordenando as ações do governo, além de coordenar também as ações de outros ministérios. Além disso, ele também é responsável pela avaliação de propostas de leis que o presidente envia ao Poder Legislativo (o que cuida das leis) e a publicação de atos oficiais do governo. Resumindo, ele é praticamente a pessoa mais importante em um país de regime presidencialista (onde é regido por um presidente), depois do próprio Presidente da República.

  Todas essas coisas eram o que a Dilma deveria estar cumprindo. Porém, o que ela mais se preocupa hoje é com plásticas e com a candidatura a presidência da república em 2010. E só de pensar que ela ainda estaria no ministério de Minas e Energia se o José Dirceu não tivesse feito besteira...

  Mas, em relação à vida de Dilma, seu nome completo é Dilma Vana Rousseff Linhares, ela tem 62 anos, mora em Brasília, e gostaria de te conhecer. Você aceita ela no seu msn ou orkut? Eu, pelo menos, não.

  Mas colocando as brincadeiras à parte, Dilma é filha de um advogado empreendedor búlgaro naturalizado brasileiro chamado Pedro Roussef, e de uma dona-de-casa chamada Dilma Coimbra Silva. Ela também tem um irmão de nome Igor.

  Aos quinze aninhos de idade, ela saiu de um colégio conservador onde estudava em Belo Horizonte (lugar onde nasceu, em 14 de dezembro), para estudar em um colégio estadual. Segundo ela, foi nesse colégio que pôde perceber que o mundo não era para ‘‘debutantes’’. Mais tarde, graduou-se em Ciências Econômicas pela UFRGS, conseguiu mestrado em Ciências Econômicas na área de Teoria Econômica pela UNICAMP, e obteve doutorado em Ciências Sociais na área de Teoria Monetária e Financeira, também pela UNICAMP.

  Dilma participou da Ditadura Militar, atuando em organizações clandestinas e terroristas de esquerda, como a POLOP, a COLINA e a Vanguarda Popular Revolucionária, segundo consta na sua ficha criminal na polícia paulista, no DOI-CODI. Mais tarde, ela teria participado do roubo de um cofre que pertencia ao ex-governador de Sampa Ademar Bastos, em 18.06.1969, na cidade do Rio de Janeiro, de onde foram subtraídos 2,6 milhões de dólares. Hoje, porém, ela nega qualquer participação no crime. Um ano depois do crime que disse não ter praticado, ela foi presa por três anos, e disse ter sido torturada.

  Sua vida política também não tem muitos agrados não. Dilma, que já foi ligada ao PTB e ao PDT, foi secretária de Minas e Energia (hoje quem ocupa esse cargo é o Lobão), deixando seu cargo para ocupar o de José Dirceu, que renunciou após ter sido acusado de corrupção no caso Mensalão (um dia fui numa pizzaria, que hoje não existe mais, e lá tinha uma pizza chamada de mensalão. Não sei porque, mas aquela pizza era tão gostosa que penso nela até hoje). Hoje, atuando como Ministra da Casa Civil, já se envolveu em vários escândalos políticos, entre eles, o Caso Varig, o Dossiê da Casa Civil e, o pior de todos, a anunciação de sua candidatura à presidência da república em 2010.

  Eu, a exemplo de Protógenes Queiroz, investigo a vida dos políticos, mas sem nenhum tipo de escuta ou ofensa à individualidade dos mesmos. Investigo pela internet, e sugiro a todos que façam o mesmo. Além do mais, não adianta de nada reclamar que os políticos são corruptos e tal, se quem os faz políticos somos nós mesmos.

 

 Nenhum partido político é tão ruim quanto seus líderes.

 

(Will Rogers)

 

 

Um toque de Pérola na Dilma Roussef.



Escrito por Pérola às 17h14
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Ta dodói? Pense de novo

  Eu não sei se vocês chegam a fazer ideia de quantos médicos matam pessoas ao invés de salva-las. E, o pior de tudo, é que tenho certeza que a maioria desses médicos saíram de ótimas escolas de medicina. Se bem que na verdade nunca ouvi falar de uma ruim.

  Uma menina morreu durante o tratamento de uma unha inflamada, outra criança morreu por algum erro médico, eu posso morrer sendo medicada contra a gripe... São tantas as possibilidades (mas os dois primeiros casos realmente ocorreram), que tenho até medo de ter cãibra. Talvez, quem sabe, eles me matem ao fazer uma limpeza de pele.

  Isso, sem falar na dificuldade que se tem hoje em passar numa faculdade de medicina. Tem várias pessoas que conheço que só passaram na quinta vez em que prestaram vestibular, mas só conheço uma que passou de primeira. Mas para mim, não vejo utilidade nessa dificuldade toda em entrar para medicina, se ao sair dela, só quem sai são profissionais que, na maioria das vezes, se não são exploradores, são incompetentes.

  Talvez as universidades e faculdades de medicina devessem deixar um pouco de lado a dificuldade para entrar no vestibular, e concentrar-se em uma maior dificuldade para completar o curso.

  Mas, enquanto isso não acontece, é melhor vocês se cuidarem, porque doença não nasce em árvore, e ultimamente vida é a última coisa que se tem tido ao sair de um consultório médico.

 

 

 

"Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão suas doenças. "

( Hipócrates )

 

 

 

 

Um toque de Pérola nos doentinhos de plantão.



Escrito por Pérola às 06h22
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Herói fora da lei

  O delegado Protógenes Queiroz anunciou que, devido à pressão popular, iria se candidatar para a presidência em 2010. Eu não sabia muito sobre ele, então resolvi pesquisar. Não descobri muita coisa, mas sim o suficiente para ter um mínimo ponto de vista sobre o delegado.

  Ele, para alguns, é considerado um herói, enquanto que para outros, é um fora-da-lei. Se formos pesquisar no dicionário, veremos que a tradução para ‘‘fora-da-lei’’ é marginal. Já a tradução para ‘‘herói’’, é a de um indivíduo que se destaca por suas proezas guerreiras, por seu grande valor e coragem. É claro que herói não tem nada a ver com fora-da-lei. Ou, por acaso, tem?

  Se observarmos os grandes heróis que conhecemos, veremos que todos tinham uma pontinha que seja de marginal. Super-Homem, Homem-Aranha, Electra, Hulk, Batman... Todos esses, segundo os filmes pelo menos, foram, em algum momento de suas vidas (se não em todos), perseguidos pela justiça. Foram tachados como marginais, ou melhor, indivíduos fora-da-lei, que deveriam ser rapidamente exterminados da sociedade. Apesar de terem, e fazerem todo o bem pelas suas nações, eram menosprezados, quando a lei entrava em cena.

  Há quem defenda a justiça dentro da lei, por pensarem que a lei é igual para todos. Se é, então porque algumas pessoas são presas por  um homicídio, enquanto que outras, cometendo homicídios todos os dias, são isentas, pelo simples fato de terem curso superior, ou trabalharem no Senado? Se a lei é igual para todos, porque existe a imunidade parlamentar, então, hein?

  Enquanto pesquisava um pouquinho sobre o Protógenes, me deparei com o comentário de um anônimo, que dizia que não existia herói fora da lei. Eu só queria dizer para esse anônimo, que teve a coragem de mostrar sua opinião sem mostrá-la tecnicamente (pois não deu sua identidade), que no país onde vivemos, se existe ou não algum herói, ele definitivamente está fora da lei. Porque, se estivesse dentro da lei, com certeza ele estaria na política, parlamentando para o povo. Aí já não seria mais um herói, e sim um Daniel Dantas, Dilma, ou, quem sabe, se desse bastante sorte, se chamaria Luís Inácio Lula da Silva.

 

 

 

"O verdadeiro herói é aquele que faz o que pode. Os outros não o fazem."

(Romain Rolland)

 

 

 

 

Um toque de Pérola nos verdadeiros heróis brasileiros.



Escrito por Pérola às 14h45
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Battisti não é brasileiro, mas mesmo assim não desiste nunca

  Há muito tempo que venho acompanhando o caso de Cesare Battisti, e admiro a perseverança dele. Depois de ser tão criticado pelos próprios compatriotas, e até mesmo pelas pessoas de uma antiga colônia europeia, ele está aí, em pé, tentando ainda ter os benefícios de uma antiga lei de Portugal, ou melhor, antigas leis de Portugal, que são o Couto e o Homísio.

  Para quem não sabe sobre o que se trata essas duas leis, é exatamente sobre criminosos, que, se não iguais ao Battisti, parecidos ao menos são. O Couto era uma lei que dava direito para pessoas como o Cesare de se exilar nas colônias portuguesas. Já o Homísio, era uma lei que isentava tais criminosos das leis de Portugal, ficando à mercê apenas das leis da colônia que foram exilados.

  O meu professor de história disse que era um castigo muito ruim para os criminosos da época em que essas leis estavam em vigor (na época do Brasil colônia), porque saíam de um ambiente que já estavam acostumados, e iam para um bem pior do que o de antes. Era ruim também porque havia muitas doenças nas colônias que não havia nas metrópoles, sem falar de diversos outros problemas que qualquer pessoa tende a encontrar em um país que não é o que nasceu.

  Eu estava pensando nisso, e reparei que muitas coisas mudaram. Na verdade, se formos parar para pensar, veremos que não foi tanta coisa assim. Para resumir, acho que foi só o fato de que antes os criminosos não queriam vir para o Brasil. Hoje, fazem de tudo para vir.

  Muitos motivos podemos encontrar para isso. Porém, o único que devemos observar e combater com mais força, é o fato de que, se antes aqui tinha doenças maléficas para a saúde de criminosos europeus, hoje são eles que trazem doenças maléficas, mas não para a nossa saúde, e sim para a nossa sociedade. Não quero ser xenofóbica, mas isso é a mais pura verdade.

  Não posso, de forma alguma, afirmar que os países colonizadores são hoje piores do que suas colônias. Eles são melhores em tudo, inclusive na criminalidade. Battisti vai ser feliz aqui... Temos outros como ele para recepcioná-lo no aeroporto. Esses outros aprenderam com ele.

 

 

A violência é o último refúgio do incompetente.

(Isaac Asimov)

 

Um toque de Pérola em Battisti, ou talvez em meu próprio país.



Escrito por Pérola às 17h30
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Platonice

Acordei pensando em você

E adormeci sem saber o que mais pensar

Tentei te esconder debaixo de meu travesseiro

Mas você sempre o furava para entrar em minha mente

 

Coisas infantis? Pode-se dizer que sim

Se alguém que não sabe fazer poesias

Que mais pode ser nomeada do que pueril?

 

Sei que, em meio a tanta infantilidade

Me lembrei de você

Amor impossível, platônico

Que nasceu e morrerá em meu peito

Nasceu e morrerá do mesmo jeito

Com uma dose de ilusão, e com sono

 

Um toque de Pérola em todas as loucas que teimam por amar amores impossíveis.



Escrito por Pérola às 10h00
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A Igreja de Pedro

  Estupros, homicídios, roubos, fornicação... Com certeza você já ouviu alguma dessas palavras relacionadas à Igreja Católica, certo? Pois é, como minha mãe sempre me disse, pimenta no olho do outro, pra gente é refresco. Todo mundo gosta de apontar os erros da Igreja Católica Apostólica Romana, mas quando se trata dos erros das pessoas que estão apontando os erros da Igreja, todos ficam calados, e quando ouvem algum defeito sobre si, fingem que não entenderam, ou não ouviram. Porém, é dever de qualquer católico saber a história dessa Instituição que, apesar de ter cometido muitos erros no passado, e cometer até hoje, é - queiram admitir ou não -, a Igreja fundada por Pedro, a pedra que nunca será destruída.

  Muitas pessoas podem apontar diversas passagens das Escrituras para me contradizer, mas eu tenho apenas uma como base de todo o meu raciocínio: ''E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.'' (Mateus 16, 18). Note que Jesus não fala edificarei a minha religião, e sim a minha Igreja. Para aqueles que não sabem a diferença, religião é cristã, muçulmana, espírita, judaica, hinduísta, budista, entre outras. Igreja, porém, segundo o dicionário, é caracterizada como um ''templo cristão''. Então, resumindo, religião é uma crença na existência de forças sobrenaturais, segundo uma doutrina específica (no caso da espírita, segundo a doutrina espírita; no caso da cristã, segundo a doutrina de Cristo; e por aí vai), enquanto que igreja é um tipo de instituição, só que de caráter cristão.

  Então, se é assim, podemos dividir as igrejas cristãs em duas: católica e protestante. Veja bem, católica, e protestante. As duas, apesar de seguirem as palavras de Jesus Cristo, não são iguais, e consequentemente, não são, ambas, fundadas por Jesus Cristo. Então, para descobrirmos qual instituição Cristo fundou, precisamos de uma aula de história. Jesus Cristo nasceu no ano 3 a.C, porque houve uma falha no calendário de não sei quem, e de acordo com os ajustes necessários, ficou, para nós hoje, que o Filho do homem nasceu nesse século (3 a.C). Para os ateus, que não acreditam em Deus, saibam que podem até provar que Jesus não era o filho de Deus, mas não podem é provar que ele não existiu. Arquivos históricos comprovam a existência de Jesus Cristo, assim como também de seus discípulos, além de seus pais, Maria e José. Por isso, podem até dizer que religião só tem coisa fantasiosa, e que os fiéis viajam ao pensarem que existe algo além desse mundo. Porém, contudo, entretanto e todavia, Jesus existiu, nesse mundo, e foi um homem como outro qualquer. Nós, cristãos, podemos até imaginar muita coisa, segundo os ateus, e pessoas de outras crenças. Porém, que Jesus existiu, minhas crianças, existiu sim.

  Mas, voltando à aula de história, Pedro foi um dos discípulos de Jesus Cristo, e para quem não sabe, o primeiro papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Então, se Pedro, aquele apóstolo que Jesus disse que sobre ele instituiria a Igreja dele, foi o primeiro papa da Igreja Católica, ou seja, praticamente a pessoa que instituiu essa congregação, como é que alguém vem me dizer que eu preciso encontrar Jesus, indo para outra Igreja que não seja a Católica? Isso me faz lembrar de uma passagem bíblica, onde Jesus diz: ''Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos se esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.'' (Mateus 24, 4-5 e 11-13).

  Por isso, que ainda permaneço na minha Igreja, além de muitos outros motivos. Mas, voltando à passagem onde Jesus dá a Pedro a responsabilidade de fundar a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, lembrem-se que Jesus sempre soube do que iria acontecer, antes mesmo de acontecer. E, quando falou isso para Pedro, com certeza ele já sabia que Pedro o trairia três vezes (Mateus 26, 33-34). Jesus já sabia que Pedro sucumbiria aos poderes desse mundo, e se afastaria de Deus. Porém, Jesus sabia também que não seria por muito tempo. Logo depois que Pedro traiu Jesus (Mateus 26, 69-75), ele se arrependeu, e mais tarde, tem a oportunidade de se redimir, afirmando Jesus, também três vezes (João, 15-23). Se tivermos Pedro como a imagem de sua Igreja, podemos muito bem justificar seus pecados.

  O fato de ter tido, e ainda haver, muitos padres que abusam de crianças, além dos crimes cometidos no passado, como a Inquisição, o Holocausto Judaico, a compra de indulgências, entre outros crimes bárbaros do catolicismo, é tudo por causa da carne a que somos ligados. Temos sempre que nos lembrar, antes de acusar qualquer pessoa que seja, que somos todos homens, e por sermos homens, temos, infelizmente, em nossa essência carnal, o pecado. Porém, temos que nos lembrar também que Jesus pode sim odiar o pecado, mas ele ama o pecador (foi pelo pecador que ele morreu).

  Então, pessoal, quando ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a Igreja Católica, ele não quis dizer que a Igreja estaria isenta de erros, ou não cometeria tantas barbaridades como as que cometeu. Ele quis dizer, meus amores, que a Igreja iria pecar, sim (a exemplo da negação de Pedro), mas que o pecado não prevaleceria sobre ela, e sim que ela prevaleceria sobre o pecado.

  Assim sendo, eu não espero que a partir de hoje a Igreja se torne santa, mas espero, que a exemplo de Pedro, prevaleça sobre o pecado de se afastar de Deus, e continue aí, em pé, como sempre esteve, e sempre estará. Nós somos todos pecadores, gente. Por causa disso, se existe alguém que pode nos julgar não é nós mesmos, mas só Deus, e ninguém mais.

 

 

Deus é a lei e o legislador do Universo.


(Albert Einstein)

 

 

 Um toque de Pérola nos seguidores de Pedro.



Escrito por Pérola às 09h17
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Mudanças (se pudesse escolher entre o bem e o mal, entre ser ou não ser...)

  Li hoje uma coluna de Flávio Ricco, com a colaboração de José Carlos Nery, sobre as mudanças que haverão na televisão brasileira (canal aberto), devido ao baixo ibope atual. Acrescenta-se, na coluna, o fato de que o motivo da queda de audiência em todos os canais não é culpa só do conteúdo dos programas, mas também do avanço tecnológico de hoje, que acaba dando preferência à internet e à TV a cabo, em detrimento da TV aberta. Muitas coisas haviam de interessante, mas uma coisa que me impulsionou a escrever esse texto é o fato de que querem mudar o Big Brother Brasil, por causa da queda de audiência. Porém, logo depois dessa afirmação, o pessoal global faz questão de deixar claro que o Pedro Bial é insubstituível. Quando li isso, tive um acesso de riso, apesar de hoje não ser dia de riso (é sexta-feira santa).

  Eu já deixei bem claro a minha posição sobre esse programa em algum post desse blog, que não me lembro ao certo do dia. Entretanto, devo parabenizar a Rede Globo de Televisão, pelo esforço que estão fazendo em querer mudar a forma como esse programa é exibido, e o conteúdo que ele possui. Alemão, Siri, Bambam, Caubói, Grazi... Todos esses ''grandes'' nomes do BBB, são de anos atrás. Mas por que? Talvez, seja pelo fato como mudou a forma como esse programa é tratado. Eu não cheguei a assistir realmente o BBB de 2009, mas sei que logo ao começar, já fizeram dois grupinhos rivais, colocando metade dos brothers dentro da casa, e metade fora. Além disso, recorreram a anciãos, profissionais do sexo (um dos meus eufemismos preferidos, mas não me entendam mal), cabeças-de-vento, e outras coisas que, se tivessem sido descartadas, poderiam com certeza aumentar o ibope do programa, e assim a alienação do povo brasileiro.

  Mas como todo brasileiro gosta de um pouco de alienação - motivo pelo qual o Lula e o Sarney estão no poder -, quero deixar aqui umas ''dicas'' para a Globo, para quando forem produzir o BBB de 2010. Em primeiro lugar, parem de querer manipular as pessoas da casa. Tudo bem que o BBB manipula, sem nenhuma dificuldade, as pessoas que o assistem, mas quem tá lá dentro, não dá pra ser manipulado não. Pode até ser possível que vocês tenham manipulado o jogo na época da Siri para trás, mas aqueles Big Brothers pareciam mais verossímeis do que os atuais. Parecia que o Alemão realmente gostava da Íris, e que a Íris realmente gostava do Diego, assim como a Sabrina e o Bambam, a Grazi e o Alan, o Tirso e a Manuela... É, pra uma pessoa que não gosta desse programa, até que eu me lembro bastante dele, né?

  Outra coisa, são as pessoas que entram lá. Antigamente, quem entrava lá (exemplo da Solange do iarnuô), era menos favorecido economicamente do que os BBB's de hoje. Nos programas passados, a gente torcia pra fulano porque ele era pobre, e pra cicrano porque ele sonhava em ter uma casa própria. Hoje, a gente torce pra esse porque é bonito, e praquele porque é legal, e outras coisas que, com o tempo, acabam se desgastando por completo.

  E, por último, sugiro que consultem os seus telespectadores. Parece que de uns BBB's pra cá, deu uma louca na Globo, e ela resolveu fazer uma doidera no programa tão grande, mas tão grande, que já era de se esperar que o ibope descesse mesmo. Colocaram, nesse BBB, até gente nua (eu não vi não, me contaram...) pra aumentar a audiência, mas parece que só aumentou o tesão da Fran e talz... De qualquer forma, eu não sei se o diretor mudou ou algo parecido, mas o profissionalismo que eu via na emissora quando via o programa, a curiosidade que o BBB colocava no cérebro dos que assistem ou assistiam o programa, eu não vejo mais. Talvez esteja mais do que na hora de se pisar no chão, ver que ninguém é Deus além de Deus, e admitir que todos erramos, se bem que é difícil errar no Big Brother atualmente, já que tudo é permitido hoje...

  Entretanto, todavia, contudo e porém, se por acaso eu tô muito por fora do assunto, e simplesmente não sei como alienar pessoas como vocês - Globo - sabem, então sugiro, como toda minha boa fé, que consultem o nosso presidente da república, pois ele sim é especialista em alienar pessoas. Para vocês terem ideia, ele é tão bom quando o assunto é alienação, que foi só ver o Obama duas vezes, que já conseguiu alienar o coitado. Hoje, depois da ''lavagem cerebral lulal'', ele (Hussein) diz pra quem quiser ouvir, que o Lula é o político mais popular da Terra.

  E, só pra não me esquecer do querido Bial, achei engraçado o link da UOL, que dava caminho pra coluna do Ricco. Dizia ''BBB pode ser renovado até 2016; Globo diz que Bial é insubstituível''. Se levarmos em consideração a coluna em si, veremos que a Globo gosta mesmo do Bial, e quer que ele fique por muito tempo. Porém, se analisarmos só o link, dá pra entender direitinho que a Globo só tá esperando o Pedroca bater as botas, pra que possam renovar o programa. Tudo bem que não foi isso o que a TV Globinho quis dizer, mas no fundo, no fundo, é o que todo amante de Big Brother gostaria de ouvir.

 

 

 O Brasil é uma nação de espertos que reunidos, formam uma multidão de idiotas.

(Gilberto Dimenstein)

  

 Um toque de Pérola em quem sente falta do BBB de antigamente.



Escrito por Pérola às 08h26
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Sujeito Oculto

  Ontem o meu professor de Português, Flúvio, decidiu passar as funções que o ''se'' pode ter em uma frase. Nessa de dar exemplos de frases, ele deu o exemplo de uma frase. Era assim: Vive-se um amor. Daí, ele explicou que o ''se'' nessa frase é uma partícula apassivadora, porque a oração tinha sujeito, e blá,blá,blá. Acrescentou também que o substantivo amor era um sujeito simples. Quando ele falou isso, eu quase que digo para ele que estava equivocado. Depois, porém, que fui me lembrar que estava em uma aula de português, e não de relacionamentos.

  Eu não sei se para vocês é assim também, mas para mim a última coisa que o amor é, é um sujeito simples. Ele é definitivamente um sujeito muito complexo, que ama amar as pessoas, e se não for bem cultivado, se zanga e faz você chorar um rio inteiro de lágrimas. Comigo já aconteceu isso, mas quem me fez chorar não foi o amor, e sim a paixão. Sabem aquela vontade irresistível de ter alguém, só para você e ninguém mais? Pois é, isso aí é paixão. Mas, sabem aquela vontade se ter alguém, mas que você mata pela simples vontade de ver a pessoa feliz, que sempre é a vontade predominante? Pois é, isso aí é o amor.

  O amor, minha gente, também é muito louquinho. Ele faz você virar de ponta-cabeça com os pés no chão, comer banana amassada com repolho, falar mil asneiras só para ser notado, rir de uma piada sem graça só porque quem diz a piada é uma graça, abraça mil vezes uma pessoa para ver se ela a abraça de volta, e muitas outras coisas que podem ser notadas no fundo de nossa alma, e dentro do nosso cotidiano. O amor, rapaziada, não é fácil não, viu?

  Mas, o amor, se for visto como a pessoa que você ama, é menos fácil ainda. Esse amor aí é o que nos faz realmente sofrer, e faz com que os nossos momentos ruins sejam realmente ruins, e tão ruins, que nos esquecemos por horas dos momentos bons que passamos junto com o nosso amor.

  Então, meus amigos, é por essas e outras coisas que não acredito que o amor (esteja eu falando do sentimento, esteja eu falando de uma pessoa) seja um sujeito simples. Para mim, que ainda não amei, ele está mais para um sujeito oculto ou indeterminado, do que um sujeito fácil de se encontrar, seja em uma simples frase da minha vida, seja em um texto inteiro da minha história.

 

 

"O verdadeiro amor é como os fantasmas. Todos falam nele, mas ainda ninguém o viu."

(Fide da Roche)

 

 

 

Um toque de Pérola no amor.



Escrito por Pérola às 06h04
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